NOITE DE TORMENTA


Jenario de Fátima


 

 

 

É noite de tormenta, o vento urra,
Como um felino preso, engaiolado
Se esgueira pelas frestas do telhado.
Rebate nas vidraças, a porta empurra.

 

O vento é bruto e mau,a terra curra,
De um jeito feroz, descontrolado,
De frente,atrás,de lado,espanca esmurra.
(Eolo está feroz, está zangado!)

 

Em noites de tormenta, noite assim.
Uma mão vinha outrora com carinho,
Calma e meigamente repousar em mim.

 

Agora eu apalpo, tateio, em vão procuro.
Mas eu não encontro nada neste escuro
...Comigo resta a dor de estar sozinho..

 

 

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