CURVAS DO TEMPO


Jenario de Fátima



 

O tempo que nós nunca, nunca temos,
Envoltos sempre em louca correria,
Mistura-se horas da noite e as do dia
E consequentemente nós nem vemos.

 

Nas danças dos projetos que fazemos,
Seja de qual tamanho, qual valia,
Seja de pés no chão, de fantasia
É sempre contra o tempo que corremos.

 

Assim se passa o tempo, o tempo passa.
Tudo se mistura, confunde, entrelaça,
Buscando o tempo a fuga pros deslizes.

 

Até que chega um dia e percebemos,
Que a tudo que havia um tempo demos
E não restou-nos tempo a ser felizes!

 

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